Os Autistas e a Expressão Plástica

Pedagogos e peritos em educação defendem que a expressão criadora é própria da infância. Assim, a expressão plástica é um dos meios que a criança encontra de forma imediata para se comunicar.
   

A necessidade natural que a criança tem de exprimir e de comunicar sensações corporais, sentimentos de alegria, tristeza e serenidade, desejos, ideias, curiosidade e experiências, um conjunto de factos emotivos, impõe que o educador a ajude a exprimir-se pela pintura, pelo desenho, pelos trabalhos manuais ou por qualquer outra expressão.
   

O trabalho das artes com as crianças no geral e em particular com autistas, é muito importante na medida em que a criança de uma forma mais directa se pode reflectir, se pode desenvolver e reconhecer. No fundo, um dos objectivos das expressões é aumentar e engrandecer a qualidade do Ser.
  

A primeira referência que se nos depara, é o desenho como forma de expressão e que imputa à expressão, uma divisão em dois grupos:
    1. A expressão através de movimento específico onde se enquadra, a fala, a escrita, o desenho, a pintura, a modelagem e a construção;
    2. a expressão através do movimento global, designada por expressão cinética e que inclui a dança, o drama e a música (ritmos, canções, etc.)
   

É com técnicas de expressão plástica, que a criança realiza um processo eminentemente imaginativo e criativo.
 Em simultâneo com o desenho e com a pintura, a criança pode modelar, rasgar, recortar e colar, com diversos materiais.       

Também, através da modelagem, a criança exercita os seus próprios dedos e desenvolve o seu sentido do volume e do espaço.   

 A percepção táctil dos materiais, (areia, barro, argila, plasticina, tecidos, lixa, cartão, papel, etc.), permite à criança descobrir através do uso das mãos, (apalpar, tocar, agarrar, modelar), a forma e a textura.

Alguns autores garantem que a utilização de diferentes matérias, são acima de tudo um “estímulo para a criança”. As crianças começam assim, a descobrir diferentes aplicações para os materiais.

Através destas técnicas que conferem à criança uma maior coordenação psicomotora, que consiste em que a criança faça com as mãos o que a mente concebe e imagina, permite-lhe ainda, adquirir uma percepção visual mais nítida das formas e imagens.

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